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FRECHAL


O quilombo Frechal localiza-se no município de Mirinzal, situado na microrregião da Baixada Ocidental Maranhense. O nome da comunidade faz referência a um engenho que tinha essa mesma designação e foi fundado no final do século XVIII pelo português Manuel Coelho de Souza.

Frechal foi uma das propriedades mais prósperas do Maranhão. Os descendentes de Manuel Coêlho de Souza continuaram a produzir açúcar ao longo de todo o século XIX. Em 1925, porém, Artur Coelho de Souza, último herdeiro de tal família, hipotecou a fazenda em função de inúmeras dívidas que contraiu.

Os quilombolas contam que os negros da fazenda trabalharam arduamente e, com uma só safra de algodão, conseguiram saldar a dívida do proprietário. Em agradecimento, o fazendeiro deixou em testamento parte de suas terras aos negros. As ruínas da sede e da chaminé da antiga propriedade encontram-se hoje no território pertencente a Frechal.

No início da década de 1990, quando foram feitos os primeiros documentos tendo em vista a regularização das terras, a população de Frechal foi estimada em 183 famílias (PVN, 1996: 82). Ela encontra-se distribuída em 12 povoados: Areal, Deserto, Haiti, Jacundá, Lage, Mota, Ponte, Providência, Rumo, Santana, Zuador e a sede da comunidade, também denominada Frechal.

A região ao redor dos vilarejos possui uma vegetação exuberante. Em Frechal, campos naturais, manguezais, babaçuais e florestas alternam-se na paisagem. Os moradores do lugar aproveitam essa rica flora para desenvolver diversas atividades econômicas, como a agricultura, o extrativismo e a pesca.

Em 1992, o território de Frechal foi transformado em reserva extrativista pelo governo federal. Essa foi a estratégia encontrada naquela ocasião para garantir os direitos dos quilombolas que se encontravam ameaçados por conflitos com pretenso proprietário de suas terras.

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