A HISTÓRIA E FORMAÇÃO DA COMUNIDADE
A formação de Onze Negras ocorreu na década de 1940, quando famílias negras que viviam no interior do estado de Pernambuco migraram para a região do Cabo de Santo Agostinho para trabalhar na plantação de cana-de-açúcar das usinas da região.
Nesse contexto, uma comunidade de negros remanescentes da escravidão se formou no Engenho Trapiche. Na época, a área onde viviam era de propriedade da Companhia de Revenda e Colonização, órgão do governo estadual. Quem a utilizava, no entanto, era o dono na Usina Santo Inácio, para quem os quilombolas trabalhavam.
Na década de 1960 a área onde se encontrava a comunidade foi requisitada pela Companhia de Revenda e Colonização para ser utilizada na abertura de rodovias federais interligando o município de Cabo de Santo Agostinho com Recife. Tal iniciativa fazia parte do processo de instalação de um complexo industrial no município.
O governo ofereceu às famílias uma indenização em dinheiro como compensação pela mudança compulsória. Com essa indenização, os comunitários deram entrada na compra de lotes de terras no mesmo Engenho Trapiche porém em área mais distante dos limites da rodovia. Além disso, negociaram com o dono da usina que construísse uma casa para cada família nessa nova terra onde iriam morar. Foi no início do ano de 1968 que se mudaram.
Suas novas terras estavam localizadas em área de mata virgem que não oferecia qualquer infra-estrutura. Foi com muito trabalho que os comunitários conseguiram se estruturar na nova área e também abrir um caminho de acesso à rodovia principal.
No novo local, os quilombolas passaram a viver da agricultura, da caça e da pesca. Graças a um empréstimo do Banco do Brasil investiram também no plantio de cana-de-açúcar que revendiam a uma usina. Após alguns anos de trabalho nessas plantações, a comunidade finalmente conseguiu saldar suas dívidas e obtiveram, finalmente, a propriedade de suas terras.
Saiba mais:
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Fontes de consulta
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