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ATIVIDADES ECONÔMICAS

Os quilombolas de Morro Alto praticam a agricultura, a pecuária e a pesca. As áreas de morros de seu território são utilizadas para o cultivo de milho, feijão, fumo, frutas cítricas e banana. As planícies, que em muitas áreas são recortadas de lagoas, banhados e cursos d’água, são aproveitadas para a pesca, para a criação de gado e para o plantio de milho, mandioca e vários tipos de legumes. A área do entorno do rio Maquiné também é utilizada para a criação de gado e para a produção de arroz, mandioca e legumes diversos.

Contudo, ao longo das últimas décadas, os quilombolas vêm sofrendo os impactos da devastação ambiental da região em que vivem. A comunidade reclama da diminuição da quantidade e da variedade de peixes nas lagoas e rios. Tal fato é conseqüência do excesso de utilização das margens dos cursos d’água para a produção de hortigranjeiros, um tipo de cultura que requer uma elevada carga de agrotóxicos. Além disso, a eliminação da vegetação das margens do Maquiné e, ainda, o uso inadequado do solo contribuem para o agravamento de fenômenos como a erosão e o assoreamento dos rios e lagoas.

As pedreiras dos povoados de Ribeirão e Morro Alto também são responsáveis por problemas ambientais na região. A exploração de pedras iniciou-se pelos próprios quilombolas na primeira metade do século XX. Eles abasteciam o município de Capão da Canoa de paralelepípedos, utilizados para o calçamento das ruas daquela cidade. Com a construção do trecho da BR-101, que atravessou a área de Morro Alto, os quilombolas passaram a fornecer as pedras para as empreiteiras responsáveis pela obra. O material era empregado no assentamento do leito da estrada.

No entanto, tais iniciativas geraram a retirada da cobertura vegetal nativa, transformando o relevo do entorno por meio de processos erosivos. Até a atualidade, muitos quilombolas retiram seu sustento das pedreiras, trabalhando nesses locais ou arrendando-os a terceiros. Todavia, a comunidade não tem o controle da maior parte desse empreendimento. O domínio sobre as pedreiras foi perdido, na maior parte das vezes, para pessoas que não fazem parte da comunidade de Morro Alto. Para a maioria dos quilombolas restou, apenas, a possibilidade de trabalho assalariado nesses espaços.

Além dessas atividades exercidas em Morro Alto, alguns quilombolas empregam-se como chacreiros e tornam-se responsáveis pela manutenção e plantio em sítios nas vizinhanças de onde vivem. Algumas mulheres da comunidade são professoras, empregadas domésticas ou cozinheiras. Muitas delas trabalham temporariamente para as famílias que possuem casas de veraneio em Osório


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