A LUTA CONTRA AS BARRRAGENS
Desde o final dos anos 1980, as comunidades de
remanescentes de quilombo do Vale do Ribeira vêm lutando contra
a construção de barragens no Rio Ribeira do Iguape.
Se construídas, vastas áreas de Mata Atlântica
serão inundadas, causando sérios prejuízos
ambientais, sociais e culturais à região. Terras ocupadas
por comunidades quilombolas e por pequenos agricultores serão
cobertas por água. O importante patrimônio espeleológico
encontrado no local (cavernas) e parte das unidades de conservação
também se encontram ameaçadas pela inundação.
O estudo de inventário hidroelétrico da Bacia do Rio
Ribeira do Iguape prevê a construção de quatro
hidroelétricas: Tijuco Alto, Funil, Itaoca e Batatal. Se
todas forem construídas, uma área de aproximadamente
11 mil hectares será inundada.
A primeira hidroelétrica a ser construída seria Tijuco
Alto, um empreendimento do Grupo Votorantim. Planejada para gerar
155 MW de energia, ela atenderia exclusivamente aos interesses da
Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), uma empresa desse
grupo empresarial que detém um complexo metalúrgico
localizado no município paulista de Mairinque.
Para lutar contra esses projetos de barragens, as comunidades quilombolas
da região começaram a se organizar. Em conjunto com
outras comunidades locais e com o apoio de diversas organizações
não-governamentais, criaram o Movimento dos Ameaçados
por Barragens (MOAB), em abril de 1991.
Conheça mais
sobre a luta contra a UHE Tijuco Alto
Conheça mais sobre o MOAB
• Veja no sítio do ISA como participar da Campanha contra as Barragens no Ribeira
Veja também:
História
Organização
Econômica
A Luta pela Titulação
dos Territórios
Conflitos com as Unidades
de Conservação
A Luta Contra as Barragens
As Comunidades
Fontes Consultadas
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