MARIA ROSA
Situada praticamente em frente a Pilões,
na região do Alto Ribeira, a comunidade de Maria Rosa também
se formou em um local distante e de difícil visibilidade.
Escravos fugiam para o local, onde se instalaram e desenvolviam
atividade agrícola para sobreviver.
De acordo com os relatos e documentos disponíveis, acredita-se
que houve uma ocupação territorial negra em Maria
Rosa e em Pilões, na mesma época em que algumas fazendas
da região ainda contavam com o trabalho escravo.
Em um documento de 1863, o subdelegado de polícia de Iporanga
noticia à presidência da Província comunicando
a existência de negros em quilombos nas proximidades da região
e pedindo providências para destruí-los.
A partir de 1844, os registros de batismo começam a indicar
a presença de negros livres nos arredores da região.
A comunidade é formada atualmente por 20 famílias.
As terras de Maria Rosa foram tituladas em 2001 pelo governo do
Estado de São Paulo com 3.375,66 hectares.
A área encontrava-se ocupada por cinco posseiros e fazendeiros,
mas o processo de desintrusão foi concluído e hoje
a comunidade tem suas terras livres de não-quilombolas.
Veja também:
Ivaporunduva
São Pedro
Pedro Cubas
Pilões
Maria Rosa
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