PILÕES

A
comunidade de Pilões, formada por 51 famílias, está
situada no município de Iporanga, na região do Alto
Ribeira, em um local distante da cidade e de difícil acesso.
Para chegar até a comunidade, deve-se atravessar o Rio Ribeira
do Iguape e andar por dez quilômetros em uma estrada não-pavimentada,
que atravessa a Serra de Pilões e segue margeando o Rio Pilões
e seus afluentes.
No Livro de Tombo da Paróquia de Xiririca, Pilões
aparece como o último dos 54 bairros da Paróquia,
e a origem de seu nome é assim explicada: "Pilloens,
Ribeirão. Bairro e Demarcação superior. O nome
desse coudaloso rio, cheio de cachoeiras, provem ao que dizem, de
achar-se n´aquelles tampos antigos hú pilão
de madeira ou no mato, ou no mesmo rio".
Os moradores contam, porém, que o nome Pilões foi
dado porque existiam muitos buracos nas pedras do rio iguais a um
pilão.
O bairro era conhecido como Porto de Pilões, pois era onde
as embarcações descarregavam mercadorias para a sede
das fazendas que utilizavam mão-de-obra escrava.
Os
relatos dos moradores contam que, no século XVII, moravam
na região senhores brancos com seus escravos. Em um primeiro
momento, concomitante do tempo da mineração, a ocupação
dessa região foi marcada pela presença da escravidão.
Os escravos resistiam, se rebelavam, fugiam e formavam quilombos.
Há registros de um documento, datado de 1863, no qual o subdelegado
de polícia de Iporanga noticia à presidência
da Província comunicando a existência de negros em
quilombos nas proximidades da região e pedindo providências
para destruí-los.
As terras de Pilões foram parcialmente tituladas em 2001
pelo governo do Estado de São Paulo com 5.925,99 hectares,
o que corresponde a 95% do território total.
O Incra abriu processo para regularizar as terras de Pilões. No entanto, até maio de 2007, nenhuma providência tinha sido implementada.
• Acompanhe o processo de titulação das terras de Pilões
Veja também:
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Pedro Cubas
Pilões
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