SÃO PEDRO
A comunidade de São Pedro começou a se formar a partir de 1830. Nesse período, com o declínio da mineração, os ex-escravos saíram em busca de novas terras que, embora ainda não valorizadas, fossem férteis para o plantio.
Os moradores de São Pedro contam que um dos primeiros homens a chegarem lá foi Bernardo Furquim. Dizem que chegou fugido e se instalou na localidade. Teve duas mulheres e ao menos 24 filhos, que foram se espalhando pela região.
Outros negros fugidos também chegaram a essas terras e se casaram com mulheres que já viviam pelo local, possibilitando sua fixação. Os filhos desses casamentos também se casavam com gente de fora, ampliando a ocupação da região.
Hoje, 39 famílias vivem na comunidade. Alguns moradores ainda vivem em casas de pau-a-pique, cobertas de sapé e com chão de barro; outros vivem em casas de alvenaria.
Em 2001 o Governo do Estado de São Paulo titulou 4.558,20 hectares em nome da Comunidade São Pedro, o que representa 97% da área total do território quilombola. O Incra abriu processo para regularizar o restante desse território. No entanto, até maio de 2007, o processo não tinha sido alvo de qualquer providência.
As famílias compartilham algumas hortas comunitárias, nas quais plantam arroz, feijão, mandioca, milho e café. Além disso, têm também um bananal, sendo que recentemente começaram a retomar a comercialização das bananas.
Todo ano acontece na comunidade a tradicional Festa do Dia de São Pedro (29 de junho). Muita gente de fora comparece à festa. É uma grande quermesse, com música, dança, jogos e rifas.
Durante a festa, há a apresentação da "dança da mão esquerda", uma dança de origem africana que é praticada e cultivada pela população da comunidade. A música que tradicionalmente a acompanha é tocada ao vivo com viola, atabaque e pandeiro.
• Acompanhe o processo de titulação das terras de São Pedro
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