CAFUNDÓ
HISTÓRICO
DA COMUNIDADE
Segundo a memória do grupo, as terras do Cafundó
foram adquiridas por um casal de
ex-escravos, Joaquim Congo e Ricarda. Eles haviam recebido, em 1888,
a doação de um lote de terra de seu antigo dono, José
Manoel de Oliveira. Posteriormente, o casal trocou as terras doadas
pela área onde hoje se situa a comunidade.
As duas filhas de Ricarda e Joaquim Congo - Antônia e Efigênia
-, que permaneceram morando no Cafundó, deram origem aos
dois grupos de parentes que hoje habitam a comunidade: os Almeida
Caetano e os Pires Cardoso.
Antônia casou-se com Joaquim Pires Cardoso, descendente de
escravos, mas nascido livre, e Ifigênia casou-se com Caetano
Manoel de Oliveira, que morava numa comunidade vizinha denominada
Caxambu, que hoje não existe mais.
As relações entre Cafundó e Caxambu foram bastante
intensas, tendo havido vários casamentos entre seus membros.
A partir da década de 1940, os territórios de Cafundó
e Caxambu foram alvos da cobiça de fazendeiros vizinhos que
compraram lotes, grilaram grande parte das terras ou simplesmente
invadiram a área dessas comunidades.
Caxambu perdeu quase a totalidade de suas terras. Cafundó
permanece com menos de um quarto do território original e
luta para conseguir de volta o que lhe foi tomado.
Veja mais sobre Cafundó:
Histórico da Comunidade
Luta pela Terra
Atividades Produtivas
Organização
Social
"Língua Africana"
Assistência à
Saúde e à Educação
Fontes Consultadas
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