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  Mulheres Quilombolas • Buriti, Dionísio e Boa Sorte


COMUNIDADES CHÁCARA DO BURITI, FURNAS DE DIONÍSIO E FURNAS DA BOA SORTE - MS


"Só se unindo, fazendo projetos, fazendo reivindicações com as autoridades que a gente pode conseguir alguma coisa em prol da comunidade. A sensibilização seria o nosso principal desafio. Tem uns que não acreditam no seu próprio poder" (Luciene Prado dos Santos).



Gleicemara Aparecida Domingos tem 18 anos e vive na comunidade Chácara Buriti em Campo Grande.

Luciene Prado dos Santos é da Comunidade de Furnas de Dionísio no município de Jaraguari.

Denir Catarina Bonifácio tem 21anos e reside na Comunidade Furnas de Boa Sorte, no município de Corguinho.

Além de solteiras e sem filhos, o que estas mulheres têm em comum é o fato de viverem em comunidades quilombolas do Estado de Mato Grosso do Sul.

Gleicemara conta que é descendente dos primeiros negros que lá se instalaram: "vem vindo através do sogro dos meus avós e vem passando de geração em geração até hoje".

De acordo com o seu depoimento, a comunidade Chácara Buriti é pequena, contando apenas com dez famílias (49 pessoas).

Em relação a Furnas de Dionísio, Luciene afirma que este "é um nome em homenagem ao líder fundador da comunidade. Por volta de 1890 ele chegou na comunidade nessa região, no município de Jaraguari, e comprou essas terras e a partir daí começou a criar os seus filhos e hoje nós somos descendentes de Dionísio. Estamos hoje com 92 famílias, aproximadamente 450 pessoas".

Na comunidade de Boa Sorte, Denir afirma que moram aproximadamente 80 famílias.

Leia os principais trechos da entrevista:

Os territórios
Principais dificuldades enfrentadas pelas comunidades
A mulher e o trabalho
A participação feminina nas associações comunitárias
Cultura e lazer
Projetos, desafios e perspectivas


Entrevista realizada em maio de 2004.