Você está em:
  Mulheres Quilombolas • Buriti, Dionísio e Boa Sorte • Projetos, desafios e perspectivas


COMUNIDADES CHÁCARA DO BURITI, FURNAS DE DIONÍSIO E FURNAS DA BOA SORTE - MS

PROJETOS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS

A cestaria é o mais importante produto artesanal produzido em Furnas de Boa Sorte.

Denir testemunha que, até 1998, a produção artesanal não era organizada e já estava parada há algum tempo. Até que neste ano, "teve alguém que foi lá e levou um projeto sobre as cestarias só para relembrar a cestaria. Aí foi quando a gente começou novamente a fazer a cestaria e vender fora".

Para Denir, o principal projeto que a comunidade desenvolve atualmente é o do artesanato, com a cestaria.

Em Furnas de Dionísio, Luciene explica que: "tem a Fundação de Cultura com o artesanato e o fórum de DLIS, trabalhando com projetos. Estamos fazendo também o processo de mutirão, estamos resgatando essa identidade que a gente tinha e foi perdida. Agora a gente está trabalhando no Fórum de DLIS o mutirão, construindo casas, fazendo mini-reformas, e assim por diante. A gente está construindo projetos também para que os parceiros possam nos ajudar.
Antes, a questão era o seguinte: as organizações só chegavam na comunidade e traziam cursos, projetos e não passavam nada para a gente, só chegava e jogava.
E agora foi mudando porque a gente sabe das nossas necessidades. Então, a partir desse momento, a gente vai lutar para aquilo que a gente realmente necessita"
.

Atualmente, segundo Luciene, o maior desafio em Furnas de Dionísio "é sensibilizar a comunidade que só se unindo, fazendo projetos, fazendo reivindicações com as autoridades que a gente pode conseguir alguma coisa em prol da comunidade. A sensibilização seria o nosso principal desafio. Tem uns que não acreditam no seu próprio poder".

De acordo com Gleicemara, não há organização governamental ou não-governamental atuando com a sua comunidade.

Hoje, ela espera continuar lutando por sua comunidade sem ser discriminada ou desacreditada: "até hoje, dependendo do setor que eu tiver que atuar, eles falam assim para mim: você tem mais é que arrumar serviço! Você só fica andando. Isso aí não vai te dar nada. E eu falo: eu não estou lutando só pelo meu direito, eu estou lutando pelo direito de todos".

Leia os principais trechos da entrevista:

Os territórios
Principais dificuldades enfrentadas pelas comunidades
A mulher e o trabalho
A participação feminina nas associações comunitárias
Cultura e lazer
Projetos, desafios e perspectivas