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CAMBURI
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SP
COTIDIANO
NA COMUNIDADE
A comunidade distribui-se ao longo da praia e do sertão
do Camburi. As casas, segundo as entrevistadas: “são
de tijolinho, mas não temos ainda saneamento básico.
Não temos luz, nem estrada, não tem condução,
ônibus, telefone. Nada disso ali tem. É um lugar bem
isolado mesmo”.
Dionéia explica quais são as principais fontes de
renda da comunidade:
“Nós vivemos da farinha de mandioca, do pescado.
Nossos maridos vivem da pesca, saem para o mar, pescando. O que
se pesca vende para fora, para fazer as compras da casa. E nós
temos também com a farinha de mandioca”.
“Assim nós vamos vivendo, plantando, pescando.
Nós trabalhamos com a roça e com o artesanato”
completa Elizabete. “Trabalho também com o
crochê, faço crochê. E no mais é na pesca
também” acrescenta Irinéia.
Outra atividade que vem se desenvolvendo na comunidade é
o turismo. Recentemente, a comunidade se mobilizou para organizar
o turismo, como conta Dionéia: “agora, o turismo
está melhor. Temos monitores, eles fazem a trilha ou um passeio
de barco com os turistas e recebem por aquele passeio. É
uma fonte de renda bastante importante”.
Quando perguntada sobre alguma atividade marcante na vida da comunidade,
Dionéia apontou: “A gente faz festa junina
e a festa do azul marinho que é muito antiga na nossa tradição.
O azul-marinho é o peixe com a banana que a turma usa muito
lá.”
Nestas ocasiões, as mulheres se fazem bastante presentes:
“São mais mulheres. Elas fazem uma barraquinha para
poderem trabalhar, vender alguma coisa, um pastel. Elas dançam,
cantam. É mais mulher do que homem. As mulheres estão
em tudo!” enfatiza Dionéia.
Leia os principais trechos da entrevista:
Cotidiano na comunidade
A associação
quilombola
Conflito com os Parques
Principais reivindicações
>>
Clique para saber mais sobre a comunidade de quilombo do Camburi
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