|
COMUNIDADE
DE CAMPINHO
DA INDEPENDÊNCIA
- RJ
A TITULAÇÃO
DAS TERRAS
De acordo com informações da organização
não-governamental Koinonia, até a década de
1970, a comunidade viveu sem grandes conflitos territoriais.
Entretanto, a partir deste período, com a construção
da rodovia Rio-Santos e com o tombamento da cidade de Paraty pelo
Patrimônio Histórico Nacional, as terras da região
se supervalorizaram e passaram a ser alvo da grilagem e da especulação
imobiliária.
Diante dos conflitos, a população de Campinho logo
se organizou em defesa de suas terras. Fundou a associação
de moradores e, com a ajuda da igreja local e do sindicato de trabalhadores
rurais, entrou com o pedido de usucapião. Quem explica este
processo é Silvia:
"Fomos fazer esse negócio
de usucapião, né Arilda? Só que demorava o
maior tempo e não conseguiu nada. Aí lutamos, lutamos
até que em 1999 conseguimos o título da terra. Nós
somos os primeiros do Estado do Rio de Janeiro a ter o título
da terra."
As terras da Comunidade de Campinho da Independência, com
287,9461 hectares, foram tituladas pelo Governo do Rio de Janeiro
e pela Fundação Cultural Palmares no ano de 1999.
Quando perguntadas sobre o que mudou na comunidade depois da titulação,
Silvia responde: "a gente teve mais entrosamento
com outras comunidades, coisas que não tinha. A gente sai para
participar de cursos, eventos, coisas assim".
E Arilda completa: "e até
mesmo os artesãos, né? Porque os artesãos trabalhavam
cada um para si e agora todo mundo se uniu. Já que temos uma
casa de artesanato dentro da comunidade que todos artesões
expõem seus trabalhos lá. A gente não tinha um
posto médico, hoje em dia nós já temos dentro
da comunidade. Hoje em dia nós temos uma escola boa na comunidade,
né?".
Leia os principais trechos da entrevista:
Origem da comunidade
A titulação das terras
A associação
e suas lutas atuais
Educação
Religiosidade e Festas
Conheça mais sobre a Comunidade
de Campinho da Independência
|