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IVAPORUNDUVA- SP

AS MULHERES EM IVAPORUNDUVA

Neire, de 24 anos, é casada e tem 2 filhos.
É uma das coordenadoras da Pastoral da Criança e ajuda na organização do grupo de mulheres em Ivaporunduva juntamente com sua mãe, Zilda (casada e com 3 filhos) e com Nilzete também casada, com 48 anos e 3 filhos.

Além disso, todas participam das reuniões e das discussões promovidas pela Associação do Quilombo de Ivaporunduva na qual Maria da Guia, de 43 anos, ocupa um cargo na diretoria.

Essas quatro mulheres não são exceção na comunidade onde vivem. Segundo Neire, lá as mulheres “participam de reuniões, participam de associações, dão opinião. Acho que estamos bem adiantados nessa parte de organização da mulher, pois todos os anos nós nos reunimos e vamos para Eldorado fazer as nossas reivindicações”.

“A gente tem várias organizações paralelas”
, conta Maria da Guia. Além de participar da associação do quilombo, atuam fortemente na Pastoral da Criança, nos mutirões, no grupo de mulheres e como artesãs também desenvolvem o projeto de artesanato com a fibra da bananeira.

“Eu trabalho na roça, faço artesanato, faço parte do grupo de mulheres e também sou líder da Pastoral da Criança. E a gente está sempre mais junto das mulheres. Participo de reuniões porque lá as mulheres também participam de reuniões. Se tem uma assembléia, a gente acompanha e dá opinião. A gente é sócia da associação quilombola. A gente sempre acompanha as lutas. Acho que não tem muito divisão entre homens e mulheres, por que a gente participa junto” conta Nilzete.

Neire comenta da importância do artesanato para autonomia da mulher quilombola em Ivaporunduva:
“Eu também sou artesã. Tem um grupo grande de artesanato e eu acho que é uma fonte de renda para a mulher. As mulheres podem, assim, estar tirando um dinheirinho. A gente não precisa depender em tudo do marido. Se tiver uma fonte de renda que possa ajudar para gente é uma alegria, porque daí a gente não fica dependendo tanto do marido. Acho que foi uma conquista financeira muito grande essa parte de artesanato”.

Leia os principais trechos da entrevista:

As mulheres em Ivaporunduva
As conquistas trazidas pela mobilização

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