|
COMUNIDADES LUÍZES E TABATINGA
- MG
Auto-estima: Uma Conquista
|
Na opinião de Sandra, a maior conquista que a organização dos remanescentes de quilombo em Minas Gerais já obteve foi a valorização da auto-estima.
A consciência dos direitos tornou mais fácil enfrentar o preconceito e a discriminação. Sandra lembra que até poucos anos atrás não havia mistura na região onde mora: “Na praça, no meio, negro não passava. Não podia misturar! Hoje, lá, não tem negro trabalhando porque a cidade é muito racista. Eles [os 'brancos'] iam entrando e a gente ia descendo... Foi aí que paramos em Tabatinga”.
Em sua análise sobre o movimento construído pelos quilombolas no país, Sandra acredita que ainda é necessária maior conscientização e também articulação entre as comunidades negras para que os direitos sejam garantidos.
Na opinião de Maria Luzia, não é fácil para os jovens da sua comunidade se identificarem publicamente como quilombolas. Além da violência e da rejeição em volta da localidade, a relação direta que muitos estabelecem com o período da escravidão os faz pensar que “os de fora” os verão e, conseqüentemente, os tratarão como escravos.
Segundo dona Luzia, vencer o preconceito é tarefa árdua. Para ela, “o racismo no Brasil só vai acabar quando mudarmos os livros didáticos infantis”. A cultura negra precisa ser valorizada e compor o conteúdo programático das escolas para que as crianças não associem os negros apenas à escravidão.
Leia os principais trechos da entrevista:
A participação das mulheres
Auto-estima: uma conquista
Quilombo urbano
Sonhos e projetos
Entrevista concedida em março de 2007.
|