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COMUNIDADES LUÍZES E TABATINGA
- MG
Sonhos e Projetos
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Dona Luzia se orgulha ao dizer que na comunidade Luízes não há analfabetismo, e com relação aos projetos para seu povo, ela apresenta o sonho de construírem uma capela, um espaço para realização de cursos profissionalizantes e um espaço para o resgate e manifestação cultural. Todavia, ela conclui: “Para isso é necessário garantirmos a nossa permanência aqui”.
Sandra também sonha com a reconquista do território. Ela sonha em poderem reocupar a sede da Associação dos Quilombos de Bom Despacho, atualmente invadida por moradores do município. Sandra gostaria de ver concretizados projetos idealizados pela associação para garantir a geração de renda dos grupos negros da região. O projeto de criar uma confecção para produzir camisetas com motivos africanos faz parte de seus sonhos.
No que diz respeito à luta quilombola, Sandra acredita em uma crescente organização e articulação das comunidades no Brasil. Ela gostaria de ver uma grande manifestação, com mais de 5 mil quilombolas, na porta do Congresso Nacional. Segundo ela, a associação dos quilombos e a federação “fizeram com que a gente se organizasse”.
Sandra foi uma das representantes eleitas para compor a Comissão Provisória Quilombola em 2003, organização que precedeu a Federação N’Golo. Desde então, ela entende que a articulação quilombola tem como principal objetivo identificar mais comunidades no estado e levar informações, projetos e programas governamentais para esses grupos, que ainda necessitam ter consciência de seus direitos. Sandra acredita nesse objetivo político e no seu potencial para colaborar nesse processo.
Leia os principais trechos da entrevista:
A participação das mulheres
Auto-estima: uma conquista
Quilombo urbano
Sonhos e projetos
Entrevista concedida em março de 2007.
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