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COMUNIDADE
DA ILHA
DE
MARAMBAIA -
RJ
EDUCAÇÃO
Além da falta de energia elétrica e do atendimento
à saúde inadequado, uma questão muito enfatizada
por elas diz respeito à educação.
Joeci, em especial, preocupa-se muito com esta questão: "a
educação é um problema. A gente gostaria que
tivesse o primeiro e o segundo grau, que por enquanto só
tem o 'prézinho' e o primeiro grau. Quem quer fazer o ensino
médio tem que sair da ilha".
Vânia afirma que "brecam
todos os nossos projetos de implantação do ensino
médio na ilha. Esse ano ficou tudo acertado de que seria
implantado na ilha, essa continuidade, que o fundamental nós
já temos completo. Então ficou um colégio de
Muriqui, que é no município de Mangaratiba, como Marambaia.
Esse colégio ficou responsável de mandar professores,
de organizar tudo na ilha. Já estava tudo certo para começar
o ensino médio esse ano na ilha. E de repente houve um impedimento
e a comunidade não ficou sabendo por que. A comunidade não
foi levada em consideração. As pessoas que estavam
lá dentro, ninguém explicou por que, simplesmente
não pode. Não pode e ninguém sabe por que isso
aconteceu".
Além disso, "a escola está
inserida dentro do complexo de prédios da Marinha. Então,
quer dizer, a escola não tem vínculo nenhum com a
associação. Então o que acontece? Os professores
também não podem se envolver com a nossa causa. Nós
temos até um professor que é nativo da comunidade
e ele não pode se envolver com a causa de jeito nenhum, senão
ele perde o serviço, ele perde tudo".
Elas explicam que o fato de não haver ensino médio
na ilha faz com que os jovens saiam de lá para cursá-lo
o que colaboraria com a fragmentação e com a falta
de união da comunidade. Nas palavras de Vânia "com
isso lá vai mais um pouco da nossa identidade se perdendo".
Outra saída é o supletivo, que pode ser realizado
em módulos.
Ambas adotaram o supletivo para concluir o ensino médio,
mas ainda há uma série de problemas nessa saída,
já que é preciso receber orientação
dos professores que ficam em Mangaratiba e a embarcação
sai apenas duas vezes ao dia para o continente. Desta maneira, elas
acabam passando o dia no continente, ou dormindo por lá.
Leia os principais trechos da entrevista:
Origem da comunidade
Os problemas com a Marinha
Cotidiano e participação
feminina
Garantia do Território
Educação
Autonomia e identidade
Visibilidade e cidadania
Conheça
mais sobre a comunidade de Marambaia
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