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COMUNIDADE
DA ILHA
DE
MARAMBAIA -
RJ
GARANTIA
DO TERRITÓRIO
Jô e Vânia atuam, como mulheres e como quilombolas,
nas lutas da comunidade. A principal luta em que elas estão
engajadas é pela titulação das terras.
Joeci explica: "está faltando o INCRA ir lá,
fazer a demarcação e levar o laudo da demarcação
para a Fundação Cultural Palmares. Já estiveram
lá visitando, já fizeram o laudo antropológico,
agora a gente espera conseguir [a titulação] até
o final do ano".
Elas avaliam que com a terra titulada será mais fácil
e seguro lutar por todas as outras questões importantes para
a comunidade como a energia elétrica e a construção
de um centro de saúde com condições de atender
toda a população.
De acordo com Vânia:"posto de saúde só
tem o da Marinha, o posto de emergência que fica no controle
deles, no centro da Ilha. Por isso, a gente aposta na titulação,
porque aí a própria comunidade pode exigir isso do
governo municipal".
Vânia diz que, devido ao controle do território pela
Marinha, a população não planta mais como antigamente.
Para que a população volte a exercer as atividades
que antes realizava, Vânia conta com a titulação.
A titulação das terras da comunidade Marambaia é
dificultada pelo fato do seu território estar localizado
numa ilha que é de propriedade da União. Há
resistência dentro do governo e particularmente da Marinha
em reconhecer os direitos territoriais dos quilombolas de Marambaia.
Felizmente, as novas
regras para a titulação das terras quilombolas
publicadas em novembro de 2003 reconhecem que as comunidades cujas
áreas estão incidentes em ilhas também têm
direito à propriedade de seus territórios.
Segundo o decreto, o INCRA e o Serviço de Patrimônio
da União devem tomar as providências para fazer cumprir
este direito.
Leia os principais trechos da entrevista:
Origem da comunidade
Os problemas com a Marinha
Cotidiano e participação
feminina
Garantia do Território
Educação
Autonomia e identidade
Visibilidade e cidadania
Conheça
mais sobre a comunidade de Marambaia
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