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MATA CAVALO - MT

A LUTA PELA TERRA

“Às vezes diz-se assim: ‘ah, quilombo Mata Cavalo a gente não pode arrumar nada, por que ainda está em questão judicial por causa da terra’”, queixa-se Laura.

A Fundação Cultural Palmares - órgão do governo federal, vinculado ao Ministério da Cultura - outorgou para a comunidade no ano de 2000 o título de propriedade de uma área de 11. 722 hectares. No entanto, o governo não procedeu à retirada dos fazendeiros e posseiros nem indenizou os proprietários.

Segundo Laura, o fato de a questão fundiária não estar resolvida prejudica no desenvolvimento de projetos para a comunidade:
“Fica aquela visão, que pelo fato de nós estarmos lá com questão de briga pela terra, tem uma barreira. Não é fácil conseguir muitas coisas lá dentro do Estado, mas a gente está tentando ver se quebra um pouco essa barreira para ver se consegue um pouco de melhoria”.

Em cada uma das seis comunidades que compõem o quilombo de Mata Cavalo há um problema fundiário diferente. “Em Mutuca, o problema é com umas pessoas dos sem terra que estão na área. O INCRA prometeu indenizá-los, mas até agora nada. Eles estão lá, mas estão cientes de que não vão ficar. Tem outras comunidades que têm problemas com fazendeiros, que não os deixam entrar na terra da comunidade”, explica Laura.

“A maioria dos fazendeiros que lá estão, são os que têm poder, que estão do lado do governo. Então, como dizem, o mundo é dos que tem dinheiro. A gente fica aguardando. Agora o INCRA tem ido lá na área, vai fazer toda a demarcação novamente. Então a gente espera que eles dêem uma posição positiva para nós”, conclui.

Leia os principais trechos da entrevista:

Um pouco sobre a comunidade de Mata Cavalo
Luta pela terra
Um exemplo bem sucedido: a escola em Mata Cavalo
Ser mulher em Mata Cavalo