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  Mulheres Quilombolas • Oriximiná


ORIXIMINÁ- PA


Eu já participei de tantos encontros e gostei. Lá que eu vou buscar muito dos meus direitos, eu não sabia, não conhecia. As mulheres estão começando a se libertar, a se achar no direito delas. Eu achei que foi uma ótima coisa essa de estar acontecendo, das mulheres acharem o direito delas” Maria do Carmo de Oliveira de Jesus.


Maria do Carmo de Oliveira de Jesus, 42 anos, casada e mãe de seis filhos, mora na comunidade Moura, no município de Oriximiná, no Estado do Pará.
Trabalha no roçado e coleta a castanha-do-pará.
Participa da Comissão de Mulheres da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombo de Oriximiná (ARQMO).

Socorro de Oliveira Pereira, 30 anos, casada e mãe de seis filhos, mora na comunidade Jauari, situada nesse mesmo município.
É Coordenadora de Programas Sociais da ARQMO, a única mulher na direção da associação.

Os quilombolas de Oriximiná estão organizados em 28 comunidades distribuídas por sete territórios que somam cerca de 665.000 hectares de floresta amazônica ainda bastante preservada.

A ARQMO é pioneira na luta pela titulação de terras de quilombo.
Conseguiu, em 1995, a primeira titulação no Brasil, referente às terras da comunidade Boa Vista.

Como mostraram Maria do Carmo e Socorro, as conquistas da ARQMO não se restringem à garantia dos direitos territoriais.
As mulheres quilombolas de Oriximiná conseguiram ampliar a sua participação em importantes projetos e decisões políticas nas comunidades.

Leia os principais trechos da entrevista:

A organização das mulheres na ARQMO
Enfrentando temas difíceis
Conquistas: Salário Maternidade e Aposentadoria
Engajamento e participação política das mulheres

Conheça mais o trabalho da ARQMO: www.quilombo.org.br

 


Entrevista realizada em maio de 2004.