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ORIXIMINÁ- PA

ENFRENTANDO TEMAS DIFÍCEIS

Em 2001, a ARQMO decidiu levar para os homens e as mulheres das comunidades mais informações sobre a saúde da mulher e o planejamento familiar.

Foi preciso lidar com o preconceito e o constrangimento pois a maioria dos quilombolas não estava acostumada a tratar destes assuntos em público.
Para Socorro, vencer “a vergonha de falar para os nossos companheiros homens e para as nossas companheiras mulheres, principalmente para as pessoas mais velhas” foi um dos aspectos mais importantes desse trabalho de informação.

Para explicar a importância dos exames preventivos para a mulher foi necessário vencer as barreiras do preconceito.
“A gente era muitas vezes criticada, diziam: ‘ah, mulher não deve fazer’, somente pela questão de não ter o conhecimento. Muitos homens falavam: ‘ah, eu não vou deixar a mulher se abrir para fazer o preventivo’. Então, nós tivemos uma oficina com consultores aqui de São Paulo onde começou a mostrar uma visão diferenciada que não era aquilo que a gente estava pensando”, comenta Socorro.

Também foi divulgada a importância do auto-exame para a prevenção do câncer de mama.
“A gente não sabia fazer. Então, todo esse trabalho a comissão aprendeu e levou para a comunidade essa questão do auto-exame contra o câncer. Inclusive nas nossas comunidades já teve quilombola que já morreu por causa do câncer. Esse é mais um exemplo que a gente dá para as mulheres estarem se prevenindo”, diz Socorro.

O investimento já vê retornos positivos como explica Socorro:
“Então hoje, quando se fala em camisinha ou no preventivo não tem mais dificuldade. As comunidades já entenderam, tanto os homens quanto as mulheres. A gente colocou na cabeça dos homens a importância de se fazer o preventivo.”

Leia os principais trechos da entrevista:

A organização das mulheres na ARQMO
Enfrentando temas difíceis
Conquistas: Salário Maternidade e Aposentadoria
Engajamento e participação política das mulheres

Conheça mais o trabalho da ARQMO: www.quilombo.org.br