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COMUNIDADES
PATIOBA
E
MUSSUCA -
SE
ATIVIDADES
PRODUTIVAS
Na comunidade de Patioba, como relata Guilhermina:
"a principal causa lá de problemas é a falta
de emprego, porque fica longe da sede do município e a maioria
das pessoas de lá que trabalha, trabalha na cidade de Carmópolis".
A maioria dos homens de Patioba, quando não estão
desempregados, trabalham em uma empresa de petróleo localizada
no município de Carmópolis, ou "fazem
roça" às margens da
rodovia BR 101.
Com relação à agricultura, ela aponta os problemas
enfrentados: "muita gente tem terra,
mas é mais sítio, não tem plantações.
O pessoal que trabalha mesmo com terra não tem terra para
plantar. Porque Patioba é rodeada de fazendas, são
fazendas do pessoal dos Francos, né, que são praticamente
os donos da maior parte do Estado de Sergipe, são fazendeiros.
Apesar das dificuldades, conta Guilhermina que: "o povo de
Patioba trabalha lá assim: no cultivo de frutas, é
um povoado muito frutífero. Inclusive, estamos aí
em processo de planejamento para a construção de uma
fábrica de polpas através da SACI. Para quem não
tem realmente um emprego de carteira assinada, um trabalho fixo,
é a venda de frutas na beira da BR 101".
De acordo com o relato de Guilhermina, há uma grande expectativa
com relação ao projeto da fábrica de polpas
como alternativa de geração de renda:
"Lá em Patioba, nós temos a associação
de moradores que tem uns quatro anos agora e está começando
a desenvolver projetos para lá. Já temos um projeto
de água agora recente e está também com o projeto
da fábrica de polpas junto com a SACI. Mas como somos pessoas
assim... não temos uma formação elevada de
conhecimento no campo, estamos buscando, né, estamos engatinhando".
Na comunidade de Patioba há também o trabalho
com artesanato, mas "somente o grupo
de idosos trabalha com isso. Mesmo porque não tem assim por
parte do município, não foi desenvolvido ainda um
trabalho com crianças".
Para ela, a falta de perspectiva do jovem de Patioba, em decorrência
do desemprego, é um grande problema: "tem
muitos jovens formados, concluindo o segundo grau e uns até
com o nível mais superior. Não tem emprego e eles
ficam lá o dia todo. Ficam se apegando à televisão
e passando o dia todo nisso. O futuro fica resumido a estudar, estudar
e continuar no mesmo lugar".
Cleide também falou da situação de sua comunidade:
"a minoria trabalha fora para a prefeitura
da cidade de Laranjeiras. Mas a maioria é agricultor. Planta
mandioca, milho, feijão. Esse tempo mesmo é o tempo
de 'plantagem', né? E São João aí já
vai ser o tempo de colheita, dos milhos, essas coisa".
Além disso, alguns homens da comunidade trabalham na extração
de pedras.
As mulheres são responsáveis pelas atividades domésticas.
Há também aquelas que desenvolvem atividades artesanais,
como conta Cleide: "a gente trabalha
com um grupo de nove mulheres. A gente faz tudo. Trabalhamos com
tapeçaria, crochê, bordado".
Algumas ainda trabalham no posto de saúde da prefeitura da
cidade.
Leia os principais trechos da entrevista:
Um pouco da história
O território
Atividades produtivas
As mulheres na luta
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