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COMUNIDADES
PATIOBA
E
MUSSUCA -
SE
UM
POUCO DA HISTÓRIA
Recorrendo aos relatos transmitidos por sua avó, Cleide
explica a origem do nome da comunidade de Mussuca: "ela
conta que lá era refúgio que continha os engenhos.
Da vinda dos portugueses, quando eles traziam os escravos, alguns
deles fugiram e se encaminharam lá para onde hoje se chama
Mussuca. O nome Mussuca lá surgiu de um mosquito que se chamava
Mutuca, e então se originou o nome de Mussuca".
Guilhermina também conta um pouco da história
de sua comunidade: "Patioba era refúgio
de escravos. Lá já existiam engenhos. Hoje em dia
não tem mais nenhum indício dos engenhos, mas existiam.
Inclusive o meu bisavô foi escravo. Mas Patioba, o nome assim
é um nome indígena também, que hoje em dia
no dicionário a gente encontra o significado de serpente
peçonhenta. Lá a comunidade não é uma
comunidade muito grande. É uma base de 700, 730 pessoas,
mas a Patioba é uma comunidade quilombola".
Ambas as comunidades passam por um processo de conscientização
e mobilização acerca de sua identidade enquanto quilombola.
Guilhermina afirma que: "estamos em
processo de resgate cultural lá, da nossa origem . E é
a SACI que está trabalhando com a gente. Mas o pessoal se
considera quilombola, mesmo se a gente não se considerasse
quilombola, não teríamos como negar isso. Porque 89%
da comunidade é negra".
No caso de Mussuca, de acordo com Cleide, a SACI trabalha com a
comunidade há 10 anos e o processo de conscientização
vem ocorrendo desde então: "começou
um grupo lá. E esse grupo contém 29 mulheres e o nome
do grupo é grupo de mulheres produtoras quilombolas. A gente
já vem trabalhando esse grupo há um ano para ver se
a gente mobiliza a comunidade a se reconhecer enquanto quilombolas".
Leia os principais trechos da entrevista:
Um pouco da história
O território
Atividades produtivas
As mulheres na luta
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